Hannor, o Vermelho, é um homem de estatura mediana – tipo 1,70m – mais para gordinho (tem uma barriguinha) é o mais jovem membro do Alto Conselho de Hamollan: tem apenas 37 anos. Tem cabelos encaracolados ruivos e usa barba. É um amigo da Boa Mesa, e os banquetes que realiza em Dur'Paravel (“A Torre de Todas as Coisas” ou “A Torre dos Elementos”) são famosos e disputados.
É um homem dado a explosões emocionais, tanto de amor quanto de ódio – mas também é capaz de perdoar tão rapidamente quanto se irrita. A excessão a isso é Éden e seus seguidores: seu ódio por eles é profundo e mortal, o que move sua vida desde muito jovem. Esses, ele não perdoa e não esquece.
Hannor não é casado, nem tem grandes intereses amorosos, apesar de ser considerado “um bom partido”. Seu tempo é dedicado a duas coisas: o estudo (as festas que ocorrem em Dur’Paravel, para ele, são excessões, e não regras) e a busca dos seus inimigos. A administração da Torre é encargo de sua governanta, Agatha Harkness. Agatha é uma mulher de quase 50 anos, magra e austera, com cabelos grisalhos presos num coque severo. É ela quem cuida para que tudo esteja em ordem, sem que nada incomode Lorde Hannor. O responsável pela educação dos alunos é Euzebe Athingoth, seu principal discípulo e amigo. Porém, nem ele nem Agatha, sabem do passado de Hannor.
O Vermelho é assim chamado pelo hábito de sempre se vestir em tons de vermelho, representando a fúria e a sede de vingança que vão em seu interior. É ele o Guardião da “Torre dos Elementos” assim conhecida por ser constituída em sua estrutura fantástica (um presente de Delim ao descente dos fundadores do “Reino da Magia”…), por todos os elementos conhecidos: por suas paredes de rochas multicores, relâmpagos e descargas elétricas juntam-se às rajada de vento e fogo que descem da contínua tempestade que paira por sobre a torre, bem como a chuva que de tempos em tempos lhe escorrem pelas paredes te desfazerems-se no pequeno fosso que a circunda…
Descrição Completa
Altura: 1,68m
Peso: 80kg (concentrado na barriga)
Olhos: castanhos e penetrantes. Parecem que examinam minuciosamente tudo à sua volta. Quando está irritado – o que é frequente – parece que cravam em você e o dissecam. Quem o conhece bem diz que há duas maneiras de saber o humor do Senhor de Dur'Paravel: uma é olhar pela janela, e ver como está o tempo ao redor da Torre; outra é olhar seus olhos. É mais fácil – e seguro – olhar pela janela.
Cabelos: Ruivos, encarcolados curtos. Barba bem feita.
Pele: branca e rosada. Rugas na testa, de tanto franzir o cenho para estudar (Hannor é levemente míope, mas não sabe disso. Possivelmente é devido a muitas horas de estudo à luz de velas. E não, não usa óculos). Isso faz com que sua cara pareça estar sempre irritada, mesmo que não esteja.
Aparência: Hannor normalmente é visto pela sociedade loyvitana vestido com esmero: calças justas de pelica vermelha, botas confortáveis em couro marrom avermelhado, uma camisa branca e bufante – para ajudar a disfarçar sua barriguinha – coberta por um casaco de veludo axadrezado vermelho. Afivelado à cintura um cinto de couro marrom avermelhado, com uma grande fivela dourada e duas adagas longas com bainhas de desenhos vermelhos, pretos e brancos, bastante usadas – não são peças de decoração. Ao peito tem uma corrente grossa dourada, com um grande amuleto em ouro, arredondado, com pelo menos um rubi destacado. À mão direita tem dois anés; à esquerda tem um. Na cabeça tem uma pequena boina de um vermelho quase preto, com pequenos detalhes em dourado.
(Possivelmente: as adagas são mágicas, o medalhão e os anéis também. Talvez o cinto.)
Em casa, no conforto do seu lar, Hannor se veste de maneira mais simples: normalmente calças de veludo vermelho, folgadas; sapatilhas de camurça (quase chinelos); a camisa branca citada, com um colete de couro marrom-avermelhado com muitos bolsos por cima. Os anéis continuam em seus dedos – possivelmente, um deles é algo relativo à proteção.
Hannor caça Éden e os de sua estirpe sozinho – é a Missão Sagrada dele, e ele não admitiria que fosse de outro modo. O que ele tem é, digamos, uma Rede de Informantes de confiança, buscando informações de tudo que possa interessá-lo – não só com relação à Éden, mas à qualquer coisa que possa interessar a Escola de Evocação – novos feitiços, novos alunos, novos inimigos… Ele é o Conselheiro da Escola, é sua obrigação manter o controle sobre isso. Com isso, Hannor é surpreendentemente bem informado do mundo. Essa “rede vermelha de espiões” não é conhecida por muita gente – até por que os métodos dela não são necessariamente limpos e corretos. Não sei se Delim aprovaria…
De acordo com a qualidade da informação conseguida, ele pode mandar um aluno mais graduado, ou Euzebe Athingoth, seu principal discípulo, ou, se for algo a respeito de Éden, ir pessoalmente: Éden é SUA responsabilidade.
Spoiler
Clique para ler o spoilerHannor sofre com um passado terrível: seus avós foram mortos em um grande ato de traição, seus pais perseguidos e assassinados, e ele entregue a um antigo amigo da família, mercador de peixes e afins, de Greenreef, de onde, ao completar a maioridade, partiu, com ciência de seu passado e destino, para estudar Magia em Hamollan, onde destacou-se pela dedicação e pelo familiaridade no trato da magia, chegando a mesmo superar seus mestres em pouco tempo, sendo considerado o mais promissor dentre os magos de Loivty. E certamente o é, pois a esta idade já é considerado um dos mais poderosos. Entretanto sua motivação interna é não apenas o domínio do Alto Círculo, como de toda Loivty… Hannor de Greenreef é, na verdade, um descendente direto dos Loivty iniciais, da linhagem direta de Gunthar, Thera, e Figho, de quem é neto… Apenas o Arquimago Delim e Philgrim de Hudha sabem deste segredo, e o Vermelho, como é chamado tem confiança plena, pois nada acontecerá antes que o descendente dos Loivty cace e faça vingança contra Éden e seus descendentes…

