Dur Eyphar – A torre dos Mortos
Loivty – Cidade dos Magos
Escola / Museu
Autor: Snowz
A grande e assustadora torre dedicada ao estudo da necromancia encontrada no reino de Loivty, regida pela maga guardião Leonora NightSoul.
História:
A “Dur’Eyphar” é uma bela construção, onde se opõem os opostos da vida e da morte e, como todas as torres mágicas, essa também possui um guardião e seu nome é Leonora NightSoul, a maior Maga Necromante que Loivty já viu, seguindo com suas obrigações e sendo um exemplo para todos os jovens estudantes de necromancia.
A torre é toda construída em rocha cinzenta e adornada com centenas de esqueletos e ossos de raças e formatos diferentes. Ao mesmo tempo que seu mosaico de formas esbranquiçadas deslumbram os observadores ela possui lendas que amedrontam até o mais céticos dos homens. Uma delas é dos esqueletos que ganham vida e se movimentam durante a noite a procura de parentes ou alguém para “conversar”.
Existe um portal de entrada com caveiras convidativas sorrindo para seus visitantes. Somente o grande Hall de entrada e algumas salas do museu dos mortos são abertas ao público, o acesso à grande torre e seus aposentos não. No grande hall de entrada, em homenagem a esses grandes seres místicos, há duas ossadas de grandes dragões expostas e eternizadas em posturas assustadoras, os mais amedrontados dizem que provalmente essa era a última cena que muitos seres viram antes de morrer. Só assim as pessoas poderiam ter a honra de ver um grande dragão de perto, um dragão morto. As salas laterais do museu, mostram ossadas de seres místicos em respeito aos que se foram do passado. Velas e incensos de Lavanda são queimados de hora em hora para manter a luz que guia os espíritos e o cheiro da paz e tranquilidade que eles tanto precisam para encontrar seu descanso eterno. Há rumores que algumas raras e abençoadas pessoas puderam conversar com esses seres recebendo alguma dica ou conhecimento.
Em determinados locais sagrados da sua base brotam fontes límpidas, filtradas pela dor e angústia dos milhares de esqueletos, capazes de revitalizar o fraco, curar os doentes e até mesmo, dizem as lendas, reanimar os mortos. Esses locais foram fechados e somente raras pessoas autorizadas podem adentrar nas fontes sagradas. A água é uma bênção e não uma fonte de renda como alguns visitantes pensavam ser. Ela é raramente distribuída para aqueles que realmente a precisam.
Ao fundo do grande Hall existe uma porta que barra a passagem das pessoas para uma grande escadaria circular conhecida como o Caminho dos Mortos. É a escadaria principal da torre para as salas de estudo, bibliotecas e aposentos. É uma escada completamente feita de ossos entrelaçados com um vão livre central. Cair no meio delas pode ser fatal já que não existe segurança aparente para proteger as pessoas de quedas.
Apesar de ser um lugar sombrio, diariamente é lotado de vida. Existem as classes de alunos de necromancia que são divididas em 4 etapas de estudo, dentro delas as dificuldades são variáveis dependendo do nível do aluno. Nas aulas práticas, alunos experientes estudam junto com novatos, porém a dificuldade de seus exercícios são extremamente maiores. Eles são constantemente avaliados e, somente passando das 4 etapas e na dificuldade máxima, ele recebe o título de Necromante de DurEyphar. É uma das torres mais difíceis de se formar em toda Loivty, mas uma vez terminada o mago receberá bastante respeito por todo o reino.
Os populares dizem que a maioria dos espíritos que morreram em Loivty que não encontraram seu caminho final fazem uma jornada até a Torre dos Mortos e vivem lá dentro como forma de reconfortar a sua não existência. Isso causa uma boa revolta de clérigos que pretendem entrar na torre para exorcizar todos esses espíritos moribundos.
As pequenas garrafas de vidro raramente distribuídas são extremamente refrescantes e funcionam como uma poção de cura melhorada bônus de Constituição para calcular os pontos de vida recuperados.
Spoiler
Clique para ler o spoilerPoucas pessoas conhecem um dos mais bem guardados segredos da torre. No seu subsolo existe uma grande arena, esculpida em pedra e ossos, para batalhas de treinamento contra diversos inimigos, ressuscitados por necromancia, conhecida como Arena Eterna. A arena tem forma circular esculpida em rocha cinzenta igual a torre só que não há esqueletos nela, os esqueletos estão todos a sua volta. Um mar de ossos de criaturas mortas e armamentos enferrujados ou mágicos estão a disposição para serem reanimados para batalha, dos mais simples como ratos e kobolds até minotauros e dezenas de humanos. O ataque pode vir de qualquer lado e de surpresa já que as criaturas se camuflam entre os ossos. A combinação de seres reanimados só é limitada pelo poder do Necromante ou do conjunto deles, já que Leonora tem 2 grandes pupilos que gosta de vê-los utilizar sua necromancia contra “heróis” que vem treinar na Arena Eterna.
Somente pessoas fortes ou importantes podem entrar nesse combate, já que Leonora não se responsabiliza pela vida daqueles que entram nela e a maior parte dos seres reanimados não tem piedade, atacando com grande fúria aqueles que estão a sua frente. Um dos acordos é que se alguém morre dentro da arena seu nem corpo e nem seus pertences podem sair de lá. Aumentando assim a coleção de grandes guerreiros disponíveis para a batalha, ainda pode-se escolher o “nível de dificuldade” do desafio. A desculpa do desaparecimento de guerreiros e heróis cabe ao contratante dar aos seus superiores, caso esse tenha sobrevivido. A arena é protegida por grandes escorpiões-esqueletos que se enterram entre as pilhas de ossos com o simples objetivo de proteger os mortos e os itens mágicos dentro dela.
Aqueles que sobrevivem pagam a “taxa” do combate e ganham o direito de se banhar no lago das almas, onde sua água é extremamente pura e cristalina aparentando ter um estranho brilho azulado. Ele se encontra seguindo uma estreita trilha de rochas a partir da arena, onde se concentra a maior parte da água sagrada da torre, revigorando a saúde e curando a maioria dos ferimentos de batalha, criando a impressão de que nunca houvera batalha alguma.
Banhar-se no lago é como se fosse uma magia “Curar ferimentos graves” e “revigorar” ao mesmo tempo. Não importa o tempo que ficar dentro do lago, as feridas que não foram curadas só com o tempo voltarão ao normal. O lago não recria membros perdidos como braços ou pernas.
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