Floresta da Alvorada

Por Carrião, o Guardião da Torre de Albon

A Floresta da Alvorada é um bioma complexo, extenso e muito diversificado, localizado entre os reinos de Loivty e Avalon. Sua população é bastante variada, compreendendo um grande número de criaturas como fadas, ninfas, duendes e etc. Entretanto a maior população é a de elfos que possuem um conjunto esparso de vilarejos camuflados no coração da floresta. Algumas lendas de bardos relacionam esse território como o berço da civilização élfica. Apesar desse fato não ser comprovado, a Floresta da Alvorada abriga a maior concentração de cidade élficas do continente que não possuem nenhuma espécie de subserviência em relação aos reinos citados acima.

Textos sobre a Floresta

“A grande Floresta da Alvorada é linda
As árvores são grandes, com folhas em tons vivos de verde
À noite, fachos da luz da lua tocam o chão de maneira magistral
De dia, toda a incandescência dos sóis parecem refletir em toda a floresta
Luzes piscantes e coloridas vagam por toda a sua extensão
Uma bela melodia parece tocar ao fundo
Um belo riacho corre entre as árvores
Sua água tão límpida que é capaz de se ver os peixes
Criaturas mágicas da natureza
Unicórnios, pégasos ou outras criaturas fantásticas
Fadas, ninfas, dríades, duendes e elfos
Viva é a Floresta da Alvorada
Vivo é o espírito de Jhanna

— Tradução de uma antiga canção folclórica élfica


“… ao sul dessas montanhas, encontra-se uma imensa extensão florestal a qual os nativos 1 chamam ‘Calimantir’. Trata-se da maior floresta contínua do continente conhecido e possui características muito distintas de qualquer outro sistema natural catalogado. Suas árvores variam muito em tamanho e espécie, varrendo incontáveis tipos de gramas, arbustos e árvores. No tempo de travessia da floresta, foi possível identificar cerca de quarenta novos tipos de plantas, doze insetos, sete pássaros e quatro animais de quatro patas. Dentre as novas plantas, as mais interessantes são as que os nativos chamam ‘iguantil’ e eu chamei ‘alvoradeiras’. O nome homenageia o incrível fenômeno que ocorre ao romper do dia, quando os primeiros raios de luz tocam as folhas dessas árvores. Suas folhas possuem uma coloração entre o sangue e o delon 2. Quando o vento as faz balançar, os reflexos do alvorecer se espalham pelos corredores naturais da floresta, criando um ambiente que não conheço palavras para descrever. O número de ‘alvoradeiras’ é grande e representam a maioria das árvores com mais de um norlanë 3. Muitos outros seres eu gostaria de descrever em detalhes, mas não creio que este seja o momento oportuno ou que eu tenha conhecimentos suficientes para faze-lo. O solo da floresta é recoberto por uma camada muito espessa de folhas e apenas as estradas usadas pelos nativos parecem totalmente seguras. Fora delas, as árvores formam uma emaranhado muito denso de troncos, arbustos, raízes aéreas, algumas vezes munidos de espinhos. Por toda a florestas correm pequenos veios aqüíferos cristalinos em torno dos quais algumas espécies de plantas são vistas com mais freqüência. As águas são tão límpidas que é possível ver os peixes e as plantas no fundo do leito. A quantidade de frutos aumenta consideravelmente nessas proximidades e a maioria deles, segundo os nativos, são comestíveis. Particularmente, o fruto que provei, o ‘arqüinidae’ é muito suculento e saboroso. Apesar das grandes árvores, abrem-se alguns clarões por onde passa a luz do dia ou a possibilita a visão das estrelas à noite, e a floresta segue iluminada na maior parte do tempo. O clima é bastante agradável durante o dia e a noite. Há sempre um perfume de flores no ar e as cores vivas tornam o ambiente alegre, na falta de palavra melhor para descrever. Melhor ainda são os incríveis sons que ecoam entre as árvores todo o tempo. Enquanto os sóis estão no céu, prevalecem os pássaros, o assovio suave da brisa e o farfalhar das folhas, criando um ambiente de alegria e paz. O anoitecer enaltece o som das águas, o uivo mais insistente dos ventos e uma espécie de canto, cuja origem não fui capaz descobrir com exatidão, exceto pela resposta do nativo que me guiava: ‘Jhannaitelen’. Pelo que compreendi, corresponde a algo como ‘o acalanto de Jhanna’. Esse som toma conta de toda a floresta, trazendo serenidade ao ambiente. Coincidência ou não, em todos esses dias de viagem dormindo em estalagens e dormitórios, foi em um acampamento no meio dessa floresta que eu tive minha melhor noite de sono. Em alguns momentos da viagem senti como se estivéssemos sendo observados e, de fato, os nativos dizem existir muitas criaturas mágicas na floresta, das quais eu não pude tomar…”

— Parte do texto conhecido como “Diário de Ghorospierre”, que constitui uma seqüência de descrições de diferentes pontos do continente, aparentemente numa viagem através dele atribuida a um suposto andarilho que assina como Adrion Ghorospierre, cuja existência não é comprovada. Alguns textos não estão completos por desaparecimento de parte do documento, pela impossibilidade de leitura devido à deterioração ou por encontrarem-se em língua desconhecida.

Comunidades

  • Korudrim – Capital élfica.
  • Selnae-Larethiel: Comunidade élfica localizada no coração da Floresta.
  • Korkis – Pequena e oculta cidade élfica que fica na ponta leste da Floresta da Alvorada.

Veja também

Notes

  1. Acredita-se que o termo ‘nativos’ neste texto refere-se a uma comunidade élfica.
  2. delon: ouro (vide Ciência).
  3. norlanë: unidade de medida, equivalente a 12,6m (vide Ciência).
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