Avalon

Avalon é conhecida como o reino da paz. É controlada por Elfos, Orcs e Humanos. É um reino diferente dos outros, pois seus habitantes são tratados como iguais e a paz reina na maioria do território. Sua política é bastante parecida com uma monarquia com três regentes (uma rainha Elfa, um rei Orc e um rei Humano), cada qual cuidando de uma parte do reino, eles compõem o trium viratum regêntico do reino. Que respondem apenas ao príncipe de Avalon, o herdeiro de Jhanna.

História

Avalon é um dos (se não o mais) antigos reinos de toda a Morgdan, sendo que sua calma e placidez atual foi conseguida a apenas alguns séculos. No inicio Avalon não era tão calma pois as guerras entre os deuses ainda estavam bem viva na memória de seu povo (na época Elfos e Orcs), as florestas da Luz e das Trevas eram disputadas palmo a palmo por seus ocupantes. O reino dentro da floresta da Luz era composto por Elfos e seus companheiros de lutas (criaturas boas, neutras e sem maldade no coração…), eram governados por Jhanna (o nome era em homenagem a deusa da natureza com mesmo nome, e dizem sua beleza ser comprável a da deusa), a mais bela de todas as elfas, e diz a lenda que qualquer ser que olhasse diretamente em seus olhos teriam seu coração perdido para sempre no amor que emanavam deles.

O reino dentro da floresta da Trevas era governado (se é que se pode chamar de governo) por uma tribo de Orcs sanguinários, sem um líder permanente (eles não sobreviviam por muito tempo). Após muitas batalhas internas no reino das trevas, um Ditador monstruoso começou a unir os povos Orquicos, na base da mão de ferro, pois as tribos contrárias eram esmagadas sem piedade. Após a união das tribos o ditador Bagronk, começou a sua marcha para a conquista de toda a Floresta da Alvorada. As lutas foram ferrenhas e há quem diga que até os deuses sentiram pena dos seres que ficavam caminho do exército de Bagronk. As barbaridades cometidas eram tamanhas que os seres que escapavam das florestas atiravam-se no mar ou subiam as montanhas de aço mesmo sem saber como sobreviver nestes locais.

Após anos de lutas sem conseguir conquistar (ou destruir) os elfos, Bagronk utilizou seus melhores guerreiros, Orcs assassinos com incríveis habilidade de luta e de infiltração (o ultimo clã a ser integrado no seu exército, os Asstark).

Os melhores foram escolhidos para a missão, entre eles o próprio líder Kortark, para a missão de infiltrar em Avalon e matar Jhanna, assim minando as esperanças dos Elfos em sua luta. O grupo foi bem sucedido na sua infiltração em Avalon, os guerreiros Asstark eram realmente os melhores em suas funções, Kortark foi aos aposentos de Jhanna para cortar-lhe o pescoço e trazer sua cabeça para ser utilizada como bandeira no próximo ataque que seria realizado por Bagronk a Avalon. Mais ao entrar no quarto, os seus homens foram descobertos e atacados pelos guardas reais. No meio da luta Kortark viu Jhanna sendo escoltada com um véu sobre o rosto para longe da batalha. Utilizando seu punhal (os lendários punhais de Asstark, nunca erravam e sempre feriam para matar), ele abriu caminho até chegar a seu alvo. Com um movimento rápido como um raio, seu punhal ia de encontro ao pescoço de Jhanna enquanto sua mão livre segurava a cabeça de sua vítima para trás com força.

Dizer que Jhanna era bela seria elevar a palavra ao extremo de sua utilização. Sua perfeição era completa, pois era uma das primeiras criaturas criadas pela própria Jhanna a Deusa da floresta, para proteger e cuidar de seus amados seres. Mesmo ameaçada e com a morte chegando, ela não exprimiu um único som de pavor ou ódio, apenas fitou seu assasino nos olhos e deixou que sua vida fosse tirada.

Mais os deuses pareciam não querer que sua morte acontecesse naquele lugar e momento, pois a mão que segurava a cabeça de Jhanna e conseqüentemente seu véu, acabou por arrancar a única proteção que existia para que Kortark não olhasse nos olhos da mais bela das criaturas… Seu coração foi invadido por um grande amor, que ele nunca antes havia provado, e no meio da batalha por sua vida Jhanna viu nos olhos de seu provável assassino, a dor da luta sofridas e das mortes causadas por ele. Sim Kortark não era um assassino por escolha, mais por falta de escolha, afinal sua família era líder do clã dos Asstark a gerações e ele havia assumido a liderança devido a morte de seu pai, pelas mãos de Bagronk. Jhanna viu isto em uma fração de segundos enquanto a lêmina certeira de Kortark ia na direção de sua frágil garganta. Centímetros antes de achar seu alvo a lâmina parou. A simples parada da lâmina era uma grande façanha, pois ela nunca havia parado até encontrar seu alvo.

Com os olhos ainda sobre os de Jhanna, Kortark aparou uma flecha vinda em sua direção, disparada por um dos seus comandados, a fraqueza dele não seria perdoada. Sem possuir muita escolha e também não querendo outra coisa além de estar perto de Jhanna, Kortark fogiu com sua preza para a floresta, escondendo-se em um conjunto de cavernas dentro da Florestadas Trevas. Por três sóis ele escondeu-se e por três luas ele lutou contra os seu clã pela vida de Jhanna. Mais cansado e faminto como ele estava, os guerreiros de Bagronk junto com seu próprio clã o encurralaram na ultima caverna do complexo. Jhanna, tinha total conhecimento do amor de Kartrak e o amava também, pois sua natureza era amar os outros, ainda mais aquele que arriscava sua vida e tudo o que conhecia por ela, pois seus próprios guerreiros e guardas (que a amavam enormemente), não haviam se arriscado tanto nem ido tão longe por ela.

Pressentindo a morte chegar, Kartrak mandou Jhanna sair assim que a batalha iniciasse e não olhar para trás, ele iria fazer o ultimo esforço e segurar o máximo dos Orcs para que ela conseguisse fugir. Na alvorada do ultimo dia Jhanna despediu-se de Kartrak, ouvindo a promessa de que ele estaria sempre a protegendo, e recebendo um beijo e a espada de Kartrak, deixando-o apenas com sua adaga assassina. Jhanna correu ao primeiro som da trombeta de guerra da tropa de Bagronk, enquanto seu salvador avançava com agilidade por sobre as pedras da caverna para o encontro de sua provável morte.

Dois dias após, Jhanna estava novamente encurralada, mais agora por lobos da Floresta das Trevas. De nada adiantava sua bondade contra criaturas que estavam agindo por instinto, nem sua beleza a salvaria da morte esta vez. Instantes antes da alcatéia cair sobre sua vitima, Jhanna pensou na promessa de Kartrak, e orou para sua protetora, para que eles se encontrassem na outra vida. Ao acabar a prece e abrir os olhos, notou que algo se movia as sombras da floresta. Isso foi a ultima coisa que viu antes de ser atacada, após isso só enxergava sangue.

Dias após, acordou em uma casa de madeira no meio da floresta, sendo cuidada por um humano, de nome Marcone, que explicou que a havia encontrada desmaiada ao lado de vários lobos mortos, e a alguns passos dela uma adaga, caída na terra, como que se alguém tivesse corrido para algum outro lugar após a salvar. Jhanna reconheceu a adaga como a de Kartrak e caiu em desmaiada em um sono, onde seu sonho recorrente era de estar encontrando Kartrak e com ele tendo um filho. Após duas semanas, em coma, Jhanna despertou em uma torre, ladeada por cavaleiros de quase todas as raças. Os Cavaleiros Vitoriosos haviam a resgatado da floresta com ajuda de Marcone (um cavaleiro vitorioso, ranger), e ela estava agora desfrutando a companhia de seus nobres salvadores. Com muito pesar, recebeu a notícia que seu reino foi tomado e os poucos de sua raça que restaram fugiram para os reinos vizinhos, e junto com esta noticia ruim recebeu a oferta de abrigo enquanto quisesse na torre dos Cavaleiros.

Algum tempo após ser resgatada da floresta Jhanna deu luz a uma criança, apesar de a rainha ser muito bela, nunca havia sido tocada por algum dos cavaleiros, nem por outro ser, a criança foi recebida com alegria e desconfiança pelos cavaleiros. Era uma criança bela, mais muito estranha para ser filha de uma Elfa, sua pele tinha a cor verde clara e seus olhos era de um cinza só encontrado nas nuvens de chuva carregadas. Jhanna aceitou a criança como um filho dela e de Kartrak, pois ela sabia que em seu sonho eles haviam se encontrado, e a criança era fruto do amor deles.

Um ano se passou até que Jhanna recuperasse todas suas forças par ir sair e tentar unir seu povo de volta em Avalon, mais como a viajem era muito perigosa para uma criança com apenas um ano de idade, deixou-a sob os cuidados de Marcone, e dos Cavaleiros Vitoriosos. Jhanna, então, partiu da torre em rumo as terras de Longness, deixando a adaga como um presente para seu filho.

Doze anos após a partida de Jhanna, Avalon era posse dos humanos, que havia conquistado-a dos Orcs há três anos, após uma grande batalha, onde o filho mais velho de Bagronk encontra com a morte, assim como seu pai, que foi ao seu encontro após a batalha final. Mais os Humanos não estavam sós na luta. Vários Elfos, Anões, Gnomos e seres da floresta estavam ao seu lado durante a batalha.

Após a vitória as terras de Avalon foram divididas entre os povos que haviam combatido na guerra ao lado dos Humanos. O líder humano na época era Janiel o Bondoso, nome dado a ele após a vitória sobre o exército de Bagronk, pois ele deixou os Orcs que se renderam livres para seguir a vida que achassem melhor. Muitos disseram que isso era um grande erro, que os Orcs iriam se mobilizar atacar com mais força a cada dia que se passasse. Janiel não deu ouvidos, continuando com seu governo justo e pacifico. Um ano após a vitória Janiel morreu. Dizem que seu filho mais velho Juniel o envenenou para assumir o trono.

Após a coroação de Juniel, as terras de Avalon sofreram grandes taxamentos, por parte do governo, mas o que rendeu a Juniel o título de O Ganancioso, foi entrar em batalha com os Elfos para tomar deles as terras que seu pai havia “emprestado”. As batalhas foram ferrenhas e os Humanos começaram a ser esmagados por todos que haviam sido seus aliados na guerra contra Bagronk.

Dois anos de luta após, quinze anos após a partida de Jhanna da torre dos Cavaleiros Vitoriosos, um Cavaleiro Vitorioso saiu da torre, ele se vestia com um manto cinza e carrega uma adaga, suas palavras foram:

“Irei para minha terra, e tornarei-a um local onde a paz reinará, assim como vocês me ensinaram, até lá não descansarei e não pararei.”

O jovem cavaleiro partiu para, na época, a região mais temida de toda a Morgdan, a Floresta das Trevas. Sua intenção era unir-se ao povo de seu pai. Após alguns meses de viagens e procuras, o jovem que adotara o nome de Ortark, e lutava como se possuísse vários braços e olhos (capaz de acertar inimigos enquanto estava dormindo ou distraído e com as mãos ocupadas), estava liderando uma tropa de Orcs para dentro da Floresta da Luz, com a intenção de alcançar a parte governada pelos Elfos. Após serem emboscados e capturados vivos (não ofereceram resistência aos atacantes) por um batalhão élfico, foram levados a presença de Nirthel a atual regente da raça. Ao chegar totalmente imobilizado perante a regente, Ortark diz em alto e bom tom:

“Vóis que sois parentes e súditos de minha mãe, unam-se a min em minha cruzada pela igualdade dos seres.”

Muitos dos presentes sentiram-se espantados, inclusive Nirthel, mas pela ousadia e coragem do jovem Orc, mandou que os guardas levassem os outros Orcs para a prisão e deixarem ela com o impetuoso Orc. Após quase dois dias de conversas amigáveis entre o Ortark e Nirthel, ficou decidido que ele seria testado nas provas para saber se realmente é filho de Jhanna, ou apenas um impostor. Os testes não foram fáceis, mais um a um eles foram sendo superados pelo jovem, que demonstrava ter grande conhecimento e artes de luta desconhecidas pelos guerreiros Orquicos e uma força superior aos Elfos, e as combinava de uma forma harmoniosa, sempre tentando não destruir o oponente e sim impedindo seus movimentos, mas quando não havia outra escolha, como quando o colocaram frente a uma besta selvagem faminta, sua ação era rápida e certeira, acabando com a ameaça em questão de poucos movimentos.

Por ultimo ele deveria enfrentar a própria Nirthel em um duelo de arquerismo, em plena Floresta das Trevas. Quem conseguisse marcar o outro com uma flecha que não possuía ponta e sim uma tinta primeiro, seria vitorioso. Ortark mesclou-se tão perfeitamente na floresta que ela parecia ter sido seu jardim durante toda sua infância. Nirthel procurou-o por quase um dia inteiro, e já era noite quando encontrou um rastro, que parecia ser de seu jovem desafiante. Seguindo-o, ela encontrou uma caverna, e lá dentro, barulho de luta. Entrando cautelosamente sem emitir um único ruído ela viu a cena mais impressionante que poderia imaginar. O jovem estava lutando no chão com um grande urso e não parecia ter chances de vencê-lo. Convencida de que o jovem era realmente quem dizia ser, retesou seu arco, fez pontaria e quando estava quase disparando, notou que Ortark estava sorrindo e não, como havia pensado, sentindo dores. Abaixou o arco e pela primeira vez desde que havia entrado na caverna fez um leve ruído. A luta cessou imediatamente, com o urso e o jovem colocando-se lado a lado como se fossem irmãos. Nirthel sorriu e disse:

“Acalme-se primo, já estou convencida de que és realmente filho de Jhanna. Ela era a única que poderia ter este dom de simplesmente brincar com os animais selvagens.”

Mostrando um largo sorriso, Ortark pousou a mão sobre o dorso do urso ao seu lado e disse calmamente:

“Tudo bem menina, ela não quer nos fazer mal, é uma amiga.”

E virando-se para Nirthel diz ainda com o sorriso no rosto.

“Desculpe-me por não poder continuar o seu teste, mais ela estava muito chateada com a bagunça que os humanos estão fazendo nas florestas e pediu para que eu demonstrasse a ela como se defender dos ataques dos guerreiros sem prejudicar nem ameaçar suas crias.”

Em um movimento subto, Ortark pulou para frente, rolando pelo chão e empunhando o arco com a flecha já em posição de disparo para apontando para a surpresa Nirthel, soltando a flecha que passou quase acertando seu pescoço. Ainda com o sorriso no rosto Ortark, complementou.

“É vejo que errei o alvo, logo serás vitoriosa se acertar-me.”

Levantando-se e a aproximando-se, ajoelhou-se diante da regente, completa agora com uma feição séria.

“Lembre-se, és regente de seu povo e o governa sabiamente, mas um dia quando for convocado a união de todos por e para Avalon, espero que estejas ao meu lado.”

Nirthel sorriu e ajoelhando-se ao lado do jovem príncipe, segurou suas mãos completando as ações com a fala.

“És meu príncipe e meu povo é seu povo, quando convocada irei ao seu encontro, e sob suas ordens estarei ao seu lado.”

Geografia

Mapa de Avalon por Kahei Borar, Azul como Aço:

Mapa de Avalom

Política e economia

Estes são alguns cargos representativos no concílio de Avalon:

Humanos Orcs Elfos
Antecessores desconhecido Bagronk Jhanna
Membro Representante do Concílio Khael Sir Asstark Kahei
Grandes Clãs Cavaleiros Vitoriosos AsstarkOlhos Sangrentos Borar

Veja também

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