Por Abdel-Carim, o Bardo Calado
Com o acirramento da Grande Guerra vários soldados precisaram ser criados pelas Forças da Corrupção. Estes “nascimentos” podem ser precisados a partir da comparação entre registros históricos anões e élficos. Não obtendo resultados satisfatórios com as criaturas inteligentes do Iluminado, as Forças da Corrupção passaram a deturpar criaturas selvagens, criando monstros terríveis, os quais não fazem parte deste primeiro estudo, e três raças inteligentes. A primeira delas foi a raça dos Kobolds.
Kobolds são pequeninas criaturas peludas que guardam grande semelhança com os cães. São delgados e ágeis, com pés e mãos ligeiras e dedos finos, longos e hábeis. Possuem ainda cauda, geralmente despelada e pequenos chifres.
Estas criaturinhas foram quase destruídas durante a Grande Guerra e hoje pouquíssimas comunidades Kobolds subsistem em Morgdan. Originalmente habitavam as planícies a beira-mar do istmo que liga a Península Vermelha ao continente. Desde então foram constantemente escorraçados de suas terras por outros povos mais fortes fisicamente e superiores militarmente.
Uma pequena comunidade ainda se mantém em Stonegate, habitando os mais altos picos das Montanhas de Aço. São descendentes dos indivíduos mais resistentes da raça que habitava o Istmo da Península Vermelha. Pode-se dizer que possuem uma boa constituição física para um kobold, de belos pelos até. Sua pelagem, diga-se de passagem, é muito espessa, boa para suportar as baixas temperaturas dos cumes montanhosos, sendo muito apreciada pelos goblins para a confecção de suas roupas. Vivem em grutas nas rochas, mas não possuem técnicas de escavação como os Povos Subterrâneos. Formam a etnia mais bem organizada desta raça. Chegam a cultivar fungos em suas tocas e sabem se organizar para se defender de ataques.
O segundo grupo kobold habita atualmente as planícies do sul de Loivty, para onde fugiram após serem derrotados por humanos e elfos. Estes kobolds possuem estrutura mais franzina e pelagem mais rala, geralmente tendendo para o marrom ou caramelo. Organizam-se em sociedades tribais extremamente rudimentares. Geralmente seguem um xamã, como líder, que organiza cultos, cura doenças e aconselha o seu povo. Aliás, estes kobolds são extremamente supersticiosos e impressionáveis.
Apesar de não dominarem a escrita os registros pictóricos dos kobolds são abundantes. Formam uma raça extremamente sociável e comunicativa, principalmente os membros da planície. A maior parte das referências sobre os kobolds pode ser obtida através dos registros pictóricos deixados por seus ancestrais em tocas e cavernas. Desta forma pude estabelecer os seus hábitos e a trajetória que seguiram até chegar aos territórios que ocupam atualmente. Sua linguagem é, muitas vezes, incompreensível para outras raças, repleta de “latidos” que apenas os kobolds podem decifrar.
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