Gênese

Há muito, muito tempo atrás, o Cosmo, entediado, decidiu criar o bondoso Leonar, deus da criação. Deu-lhe, então, a missão de construir e povoar um novo mundo. Esse mundo Leonar chamou de Morgdan. Em pouco tempo, Morgdan estava repleto de plantas, animais, ar, água e terra. Mas Leonar decidiu, então, dar à vida a primeira raça inteligente de Morgdan: os elfos. Criaturas belas, esbeltas, muito longevas e com uma aptidão especial para as artes e a magia e um contato muito forte com a natureza.

Porém, como criaturas inteligentes e livres que foram feitas, alguns elfos renegaram Leonar e criaram um novo deus, um deus maligno para destruir tudo o que Leonar construiu e criar um mundo de trevas. Esse novo deus chamou-se Nosrredram.

A Grande Guerra dos Deuses

Sem perda de tempo, Nosrredram criou os orcs, criaturas malignas por natureza que só viam destruição e morte. Uma Grande Guerra começou sobre o solo morgdanês. O bem contra o mal, a luz contra as trevas, os elfos contra os orcs.

Leonar resolveu, então, criar uma poderosa raça capaz de vencer qualquer batalha – os anões. Estes, fortes, longevos, peritos no manuseio de metal e minério, eram ótimos aliados. Os elfos, porém, não gostaram muito destes seres rústicos e mal educados – defeitos considerados mortais pelos da raça élfica. Mesmo assim, lutaram bravamente do mesmo lado do combate contra o mal.

O troco de Nosrredram foi dado por diversas raças destinadas a espalhar o Mal sobre Morgdan, como os goblins, hobgoblins, kobolds, trogloditas, gigantes e ogros. Neste momento, a Guerra parecia estar sendo vencida pelas trevas. Morte e destruição eram as únicas visões que se tinha em Morgdan. Animais eram usados – e mortos – em batalhas, árvores eram usadas para construir máquinas de guerra cada vez maiores e mais mortais.

Habitantes de Outros Mundos

Muito angustiado com a Guerra, Leonar decidiu procurar raças em outros mundos que o ajudassem a vencer a batalha. Encontrou um planeta em constante guerra, onde existia apenas uma raça inteligente, perfeitamente adaptada para habitar Morgdan: os humanos. Leonar, então, tratou da migração de uma grande quantidade de humanos – os que pareceram mais aptos – dos mais variados locais. Entre eles, encontrou um deus pequeno, um deus samurai muito honrado. Convidou-o a trazer seu povo até Morgdan e deu-lhe de presente um pacato vale nas Montanhas de Gelo. O deus Tatsu-kin, conhecido como o samurai de gelo, aceitou o convite sem nenhuma restrição, entrando no combate ao lado de Leonar. A bravura de seus samurais foi uma importante aliada.

Nosrredram decidiu, então, utilizar a mesma tática. Descobriu diversos humanos que poderiam ajudá-lo. Encontrou um povo bárbaro e destruidor, que adorava um deus pequeno e bruto conhecido como Mog. Em troca de sua ajuda na Guerra, Mog recebeu toda a Península Vermelha para seu povo.

Nosrredram continuou sua procura, levando a Morgdan incontáveis criaturas malignas, monstros que povoam os piores pesadelos, criaturas movidas pela morte e pela destruição. Leonar também buscou outras criaturas e encontrou alguns ajudantes, como os gnomos, com sua inteligência, e os halflings, com sua agilidade.

A Grande Guerra durou séculos a fio. O povo não suportava mais a destruição e a morte causadas, e na tristeza da Guerra nasceu Hellenah, a dama da noite, deusa da amargura e depressão. Porém, um grupo de bardos, trovadores e boêmios, alheios à Guerra, deram vida a Julian, deus da alegria, irmão caçula de Hellena. Julian arrebanhava mais adeptos que sua irmã, criando motivo para o ódio entre os deuses irmãos – ódio que dura até os dias atuais.

A Justiça e o Fim da Guerra

O desejo pelo fim da Guerra era tamanho que deu à luz um novo deus, o mais poderoso de todos. Kolthar, o deus da justiça, nascido para pôr fim à Grande Guerra dos Deuses. Kolthar, o deus dragão de nove cabeças, atraiu consigo um grande número desses poderosos répteis. Dragões de todas as cores e formatos povoaram os covis morgdaneses. Muito justo, Kolthar nomeou um dragão para cada lado da Guerra. Para o lado do bem, o Grande Dragão Dourado, e para o lado do mal, o Dragão de Diamante, ambos dragões ancestrais, com incríveis poderes.

O chamado “acordo de paz” consistiu, principalmente, em dividir as raças pelo continente, onde cada qual teria seu espaço. Deu a Leonar o dom de dar a vida a qualquer ser vivo, e a Nosrredram, o dom de tirá-la. Metade do dia seria iluminada e a outra metade em trevas. Um deus foi nomeado exclusivamente para esse controle: Thinos, o recém-nascido deus do tempo, fez que durassem doze horas a luz e doze horas as trevas.

Com a paz que sempre desejou e com novas tarefas para cumprir, Leonar decidiu abdicar de parte de seu poder e dá-lo a sua nova filha. Jhanna, a meiga mãe natureza, ficaria com o controle das plantas, dos animais e dos fenômenos da natureza.

Inúmeros deuses nasciam a cada dia em Morgdan. Assim, Kolthar decidiu formar um grupo com os dez maiores, conhecido como o Primeiro Panteão. Para completar o grupo, Kolthar convidou um deus bastante excêntrico: Etros, o deus do destino, sorte e azar, mesmo com a desconfiança dos outros deuses, recebeu o status tão desejado de “grande deus”. Porém, teve seu poder restrito aos jogos de azar e a pequenas alterações no destino das pessoas. Etros aceitou essas restrições com um estranho silêncio.

Certamente, Nosrredram, Mog e Hellenah foram os maiores prejudicados com o acordo de paz, pois perderam muito território. Há uma antiga lenda que diz que eles planejam romper o código, mas para isso precisam despistar Kolthar, que com as suas nove cabeças, é capaz de vigiar todos os deuses a todo tempo.

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