O que é RPG?

RPG é uma sigla para “role-playing game”, que pode ser traduzido como “jogo de interpretação de personagens” ou “jogo de representação de papéis”. É um jogo no qual os participantes constroem de forma interativa uma aventura imaginária. Em sua forma tradicional, um dos participantes, geralmente chamado de “Mestre” ou “Narrador”, atua como árbitro e propõe as situações para os demais, os Jogadores, descrevendo os cenários e ações. Cabe aos Jogadores, representar seus personagens, descrevendo a reação destes diante de cada situação de jogo. Sendo assim, embora seja um jogo, não há necessariamente vencedores ou perdedores. O objetivo do RPG é a diversão dos participantes por meio do exercício da criatividade.

O RPG é jogado verbalmente e, portanto, apoia-se na imaginação dos participantes. A mecânica do jogo é muito simples: o Mestre descreve aos jogadores uma determinada circunstância de jogo, tudo aquilo que seus personagens veem, ouvem ou sentem. Os Jogadores, cada um a seu turno, descreve o que seu personagem diz ou faz diante daquela situação. O Mestre avalia e descreve o resultado da ação dos personagens, descrevendo uma nova situação e assim sucessivamente. O conjunto desses turnos de narração desenvolve uma história, as vezes chamada Aventura ou Crônica. Portanto, o RPG é como um teatro cujo roteiro é desenvolvido em conjunto pelos participantes, de forma colaborativa, ao longo do jogo. Essa é a essência do RPG. Todo o resto é, por assim dizer, dispensável, apesar disso, conveniente, como será visto a seguir.

Algumas das decisões que cabem ao Mestre são muito difíceis ou até mesmo aleatórias. Algumas coisas podem depender mais das características de cada personagem do que, propriamente, das situações propostas. Para ajudar o Mestre em suas decisões, existem livros de regras que descrevem os chamados “Sistemas de jogo”. Os Sistemas definem formas de descrever os personagens para que suas capacidades possam ser comparadas e quantificadas. Essas informações formam a Ficha ou Planilha do personagem. Além disso, o Sistema descreve algumas regras para a tomada de decisão do Mestre, que as vezes dependem de elementos aleatórios, normalmente introduzidos por um lançamentos de dados. Para que sejam mais detalhistas, alguns Sistemas descrevem universos ficcionais específicos (fantasia medieval, histórico medieval, futurista, feudal japonês, vampiros, lobisomens, etc) enquanto outros são mais genéricos, podendo ser adaptados qualquer tipo de cenário. É importante observar que essas regras são, na verdade, sugestões porque nem sempre as regras levam a uma conclusão interessante para o roteiro da aventura ou para a diversão do jogo (como, por exemplo, o extermínio sumário de todos os personagens). Nestes casos, vale a chamada “regra de ouro”: a última palavra é sempre do Mestre. Obviamente, esse “poder absoluto” deve ser utilizando visando sempre a diversão de todos!

A temática das Aventuras e os universos ficcionais são uma opção dos participantes. Da mesma forma, o objetivo pode estar bem definido (matar um monstro, conquistar um planeta, localizar alguém ou alguma coisa) ou pode ser uma descrição indefinida das aventuras de um grupo de personagens. Como quase tudo no RPG, estas coisas só estão limitadas pela criatividade dos participantes. Além disso, enquanto outros tipos de diversão são produzidos em larga escala visando agradar ao máximo de pessoas possível, no RPG cada Aventura é única! Caso um outro Mestre se proponha a narrar essa mesma história, o resultado final pode ser completamente diferente. Isso evidencia como o RPG, embora não seja uma atividade puramente educacional, está intimamente relacionado ao desenvolvimento da criatividade e da cooperação.

Hoje em dia existem muitos derivados do RPG tradicional (as vezes chamado de “RPG de mesa”). Os mais antigos são jogos que utilizam mapas e miniaturas, bem como as Aventuras Solo, uma espécie de livro no qual a história se desenrola de diferentes formas a depender das escolhas do leitor, que representa o personagem principal. A internet possibilitou o desenvolvimento de jogos via e-mail, em fóruns e em mesas virtuais. Jogos de videogame e “multiplayers” via internet também se apropriaram da expressão RPG e de alguns de seus elementos temáticos. Diversidade, criatividade e interatividade.

Seja bem-vindo ao mundo do RPG!

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