A Guerra dos Deuses – Novo Mundo – 1º Ato

Começa hoje, mais uma série de contos do autor de O Rei Caído, ambientados na Guerra dos Deuses, um conflito de dimensões colossais que marcou a primeira era de Morgdan, mundo de fantasia medieval de criação coletiva da Ordem. O primeiro conto da série chama-se “Novo Mundo”, sob a ótica de um grupo de novos habitantes do mundo. Espero que gostem! E, se gostarem, não se esqueçam de comentar, curtir e compartilhar 😉

Contos e Crônicas

A Guerra dos Deuses

Novo Mundo - 1º Ato

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Aventuras Solo: Crie sua própria aventura!

Notícias

Conforme prometido no post anterior, agora você pode brincar de criar suas próprias aventuras solo!

Para isso, você deve entrar na opção de menu “Aventuras Solo” acima e clicar no botão “Crie uma aventura solo!” .

Se você ainda não estiver logado no site, precisará entrar com seu nome de usuário e senha e, se não tiver usuário e senha, deverá preencher um rápido cadastro, que pode ser adiantado clicando aqui.

Abaixo segue uma rápida referência de como criar a sua aventura:

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Aventuras Solo: Jogue sozinho, sem sair do computador

Notícias

Quem é das antigas com certeza se lembra das saudosas Aventuras Fantásticas wikipedia, onde era possível jogar RPG sozinho, apenas lendo um livro.

Esses livros-jogo usavam uma modalidade de RPG conhecida como Aventuras Solo wikipedia, onde um jogador pode jogar sozinho, decidindo entre opções diferentes para alcançar o objetivo final da aventura.

O site antigo da Ordem do Dragão Dourado possuía uma página onde era possível jogar aventuras solo e até construir a sua própria aventura. Com o novo site (no formato de blog), esta funcionalidade continuou disponível, mas estava escondida, sendo acessada apenas por quem conhecia o link ou vinha direto do todo-poderoso Google. Era, inclusive, junto com a área de downloads, a página mais acessada (em número de views) do site.

Quando migramos para um novo servidor,  no final do mês passado, a página não foi migrada e o link do Google ficou quebrado. Desde então estamos reformulando a página, inserindo-a na nova plataforma e hoje temos a honra de finalmente anunciar que a página de Aventuras Solo da Ordem do Dragão Dourado está oficialmente de volta!

Acesse-a pelo menu do site ou [clique aqui])(/index.php/aventuras-solo) e divirta-se em nossas aventuras. Se você conhece alguma aventura solo gratuita que gostaria de ver nesse sistema, entre em contato que nós as adicionaremos para que todos possam jogá-la.

OBS.: O sistema de aventuras solo está com o mínimo necessário para funcionar. Ainda pretendemos reimplementar a página onde é possível cadastrar uma nova aventura solo e também pretendemos integrá-las à redes sociais. Mas tudo isso dependerá do acesso e divulgação de vocês 😉

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O Rei Caído – Capítulo X – Fim

E finalmente chega ao fim a saga do Rei Caído. Abaixo você pode ler o último capítulo da saga. Se você não leu os capítulos anteriores, ou não lembra deles, clique aqui e leia. O autor pediu para avisar que pretende fazer novas histórias ambientadas em [[Morgdan]]. Vamos aguardar. Os links do texto apontam para o wiki de Morgdan, mundo onde as tramas se desenvolvem. Na dúvida, clique!

Contos e Crônicas

O Rei Caído

Capítulo X - Fim

Nuvens escuras de chuva cobriam o céu. Relâmpagos serpenteavam por entre elas, como se iluminassem as rachaduras do reino dos céus. Numa praia de areia escura, as ondas batiam contra um corpo que jazia inerte afundando na areia. Seus longos cabelos negros e grisalhos estavam molhados e grudados em seu rosto, mal conseguindo esconder o profundo corte que atravessava verticalmente sua face, uma ferida em cor arroxeada que expelia sangue e pus.

Aves carniceiras o observavam com cautela, como se aguardando a definição de sua morte. Um corvo atrevido começou a se aproximar lentamente para bicar a carne exposta da ferida do homem, quando ele se moveu. Abriu o olho que restou e enxotou a ave com um gesto brusco. Virou-se e deitou de barriga para cima. Éden observou o céu tempestuoso e tocou na dolorosa ferida que o maldito rapaz fez em seu rosto. Apesar de tudo, sorriu. Sobreviveu à queda no mar e seu corpo foi trazido para uma praia. Observou melhor a ilha em que estava, uma densa floresta surgia logo após o fim da praia de areia negra em que estava e uma grande montanha de pedra clara se estendia no centro da ilha. Era ela. Só podia ser a Ilha de Diamante!

Levantou-se cambaleante. Rasgou um pedaço de sua camisa e amarrou na ferida para tentar estancar o sangramento. Percebeu algo estranho, pois não estava mais usando seu camisão de cota de malha. Provavelmente se rompeu com o golpe que o derrubara no mar e soltou de seu corpo. Teria morrido afogado se caísse no mar com a armadura. Estava trajando apenas alguns farrapos que restaram da roupa que usava por baixo.

Caminhou mancando até a floresta. Seu objetivo era a montanha, onde as lendas diziam que vivia o Dragão de Diamante. A floresta era muito densa: galhos e cipós dificultavam o caminho e o piso era ainda mais traiçoeiro com raízes cobertas por folhas, cada passo uma armadilha natural esperando para quebrar um pé ou coisa pior. O odor azedo permeava por toda a floresta e ruídos apavorantes ecoavam por todo lado. Após várias horas caminhando floresta adentro e totalmente perdido, Éden visualizou uma clareira onde poderia parar e descansar. Chegando à clareira, percebeu o erro. Seus pés começaram a afundar rapidamente — havia entrado em um terrível pântano.

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Sir Leon Garden – Personagens de Morgdan (Cap. 7)

Hoje retomamos a série “Personagens de Morgdan“, na qual alguns dos mais marcantes personagens de Morgdan, o nosso mundo de fantasia medieval wikipedia, são divulgados. Desta vez trazemos o líder da Ordem do Dragão Dourado, que, antes de se tornar um cavaleiro, teve uma participação importante no conto O Rei Caído

Cenário de Morgdan

Sir Leon Garden

É o atual líder da Ordem do Dragão Dourado, cargo que ocupa há 97 anos. Devido sua longa longevidade, que muitos atribuiem ao convívio direto com o Grande Dragão, ele participou de momentos importantes da história de Morgdan.

História

Sir Leon Garden – Personagens de Morgdan (Cap. 7)
Sir Leon Garden – Personagens de Morgdan (Cap. 7)
Nascimento:Ano 628dT, Heikville, Trenet
Situação:Vivo
Raça:Humano
Classe/Ofício:Cavaleiro do Dragão Dourado
Líder da Ordem do Dragão Dourado
Organização:Ordem do Dragão Dourado
Família:Mãe: Kate Garden (morta)
Pai: Nandon Garden (morto)
Aliados:Grande Dragão Dourado
Inimigos:Dragão de Diamante
Éden, o Rei Caído
Tendência:Leal e Bom
Autor:Leo Jardim
Ilustração:Snowz

Leon Garden é o segundo filho de uma família de floristas da cidade de Heikville, no noroeste de Trenet, uma cidade construída na costa do Rio das Almas. Por ser uma cidade costeira, com facilidade de obtenção de água, era fácil cultivar flores, que eram vendidas para nobres de Trenet e Longness e, mensalmente, na feira de Golthorny. Com isso, a sua família vivia uma vida confortável.

Seu pai, Nandon Garden, era um homem forte e robusto, que colocou os filhos para trabalhar na plantação desde cedo, cultivando a terra, plantando as sementes, regando as flores e colhendo-as. O conhecimento fora passado de geração para geração. Seu irmão mais velho, por exemplo, já estava sendo treinado para substituir o pai quando este se tornasse muito velho para manter a plantação. Leon, porém, não gostava daquilo. Não queria ser um florista. Ouvia as histórias de cavaleiros e dragões e decidiu, em sua cabeça infantil, que se tornaria um. Desde os 6 verões, treinava, às escondidas, com o filho do ferreiro, o manejo de espadas.

Quando tinha 7, um exército de soldados de Loivty, ordenados pelo Rei Éden, invadiu sua cidade com o objetivo de ocupá-la para proteger as fronteiras do reino com o Rio das Almas. Como a guarda da cidade não podia defendê-la sozinha e a capital não mandou reforços à tempo, todos os homens com mais de 13 verões foram convocados para lutar. Seu pai e irmão foram convocados, mas Leon, por ser muito novo, ficou em sua casa com sua mãe, Kate. Seu pai e irmão foram mortos no combate e um soldado invadiu sua casa para tentar violentar sua mãe. Leon tentou impedí-lo, mas era apenas uma criança. Quando o soldado inimigo estava prestes a conseguir seu tento, um cavaleiro de armadura dourada arrombou a porta de sua casa e salvou sua mãe, matando o invasor. 1

Leon conhecia a lenda. Um Cavaleiro do Dragão Dourado, paladino da justiça, estava à sua frente. Ele pediu para levá-lo e treiná-lo, mas o cavaleiro pediu para que cuidasse da sua mãe e ajudasse os sobreviventes a migrar para a capital. E foi o que ele fez.

Viajaram por vários dias pelas estradas rumo a Golthorny. Era um grupo com poucos guerreiros e muitos idosos, mulheres e crianças. No quinto dia de viagem, um bando saqueadores goblins atacou os sobrevieventes. Os guerreiros do grupo reagiram, mas estavam sucumbindo perante o ataque. Leon escapou de sua mãe, pegou a espada curta de um soldado morto e matou vários saqueadores. Ele e os guerreiros restantes repeliram o ataque. O líder da comitiva reconheceu o talento do menino para o combate, o armou com uma espada mais adequada a seu tamanho e passou a treiná-lo todos os dias. Sua mãe, que sempre fora contra a violência, mesmo contra seus princípios, finalmente permitiu que seu filho seguisse sua vocacão.

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– Por Leo Jardim

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Crônicas de Morgdan – Capítulo 30 – Kavashi Enfrenta o Dragão de Pedra

E chega ao fim, no trigésimo capítulo, a saga Crônicas de Morgdan. Leia o último capítulo abaixo e, logo após, o Epílogo. Se não leu os capítulos anteriores, clique aqui e leia. Se quiser conhecer melhor o mundo de Morgdan, onde as crônicas se passam, basta clicar nos links no texto, ou aqui. O autor das crônicas, Abelardo, informou que em breve fará uma nova saga. Vamos aguardar e torcer que não demore muito. Aproveitamos para agradecê-lo por esta incrível história. Quem quiser escrever contos ou crônicas ambientados em Morgdan, seja conto único ou em capítulos, basta nos enviar por e-mail que nós faremos questão de publicar. Quem venham mais e mais textos em Morgdan!!!

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Crônicas de Morgdan

Capítulo 30 - Kavashi Enfrenta o Dragão de Pedra

Kavashi sentiu nova dor, agora o pequeno e ágil goblin o golpeou na outra perna. Apesar da dor, o mago sorriu. E quando o pequeno, mas valente Yshokan se lançou novamente contra o oponente recebeu uma enorme bola de energia em seu corpo. Ele ainda teve tempo de atirar a adaga na direção de Circe, tudo isso em segundos, e o sábio se dissolveu perante os olhos horrorizados da ninfa e da ladra de Shapur.

Ágil e pequena, Lelise conseguiu se apoderar da adaga enquanto Circe, uma ninfa, e como tal um ser possuidor de magia, atacou o mago, sem que seus ataques fizessem o menor efeito. Kavashi usou contra a ninfa o mesmo método que matou o goblin. O resultado foi igualmente devastador, Circe teve o corpo dissolvido por mais uma bola de energia de Kavashi, que então voltou sua atenção na direção de Lelise. A pequena menina estava apavorada, estava vendo seus amigos caindo um a um perante o enorme poder do mago, que mesmo ferido nas duas pernas não parecia sentir muita dor. Ela se perguntou se conseguiria atingir algum ponto vital do mago antes que as energias emanadas das mãos do inimigo fizessem com que ela tivesse o mesmo destino dos demais.

Na outra ponta, o Ser Único, uma gigantesca titã formada pela junção das irmãs magas conseguiu, enfim, destruir as quimeras e voltou sua atenção para a dantesca cena onde Kavashi se aproximava de Lelise que tremia de medo ante a aproximação do mago.

— Deixe-a em paz, seu monstro. — O grito era inumano e atraiu com isso a atenção do mago.

— Ora, o que temos aqui? Uma humana pequenina e uma junção de três magas. Acham mesmo que podem me enfrentar?

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Crônicas de Morgdan – Capítulo 29 – Heróis Nascem e Morrem

Hoje publicamos o penúltimo capítulo das Crônicas de Morgdan. Falta pouco para sabermos o fim. Se ainda não leu os capítulos anteriores, clique aqui e passe a acompanhar. Não se esqueça que, se quiser conhecer melhor o mundo de Morgdan, onde as crônicas se passam, basta clicar nos links no texto, ou aqui.

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Capítulo 29 - Heróis Nascem e Morrem


— Finalmente. — Milena segurou em suas mãos a Adaga do Fim, a arma definitiva com a qual esperavam conseguir matar o mago imortal. O grupo soltou vivas de emoção, mas a comemoração não durou muito. Um horrendo uivo foi ouvido por todos. Da estrada surgiram três quimeras monstruosas e poderosas, mais atrás uma figura medonha.

Usando seu poder mental Kavashi, se apresentou perante o inimigo até então desconhecido.

— Sou o novo deus de Morgdan, logo poderei ser o único. Vai depender de minha soberana vontade. Sinto que vocês estão aqui com propósitos funestos. Digam quem são, o que querem e o que desejam na Ilha de Diamante. Talvez, e apenas talvez, eu os mate de forma piedosa e depois atiro os restos para as quimeras. Caso contrário, terão de enfrentá-las. Garanto que essas feras são muito mais fortes e selvagens do que aquelas que já enfrentaram e mesmo assim, caso consigam sobreviver, garanto que posso matá-los sem esforço.

— Você deve ser o mago que estamos procurando. Quem somos não lhe interessa. Saiba, oh poderoso tolo, que estamos aqui para matá-lo e, graças a Tatsu-Kin, temos os meios para isso.

 —Milena, bonito nome, seu vestido vermelho a torna por demais atraente. Também suas irmãs: Dilena e Silena são muito belas. Saibam, magas, que ainda posso ser generoso para com vocês, sinto que não são deste mundo. Podem se retirar, sou generoso, decidam-se rápido, pois minha paciência não é das mais longas. Aproveitem o momento, logo não vou mais ser tão gentil…

Um grito enfurecido foi a resposta ao mago. Sem que ninguém pudesse evitar, Nanoc se lançou como uma fera na direção do mago, mas não alcançou Kavashi. Logo, o bárbaro se viu no meio das três quimeras que o cercavam. O combate era dantesco, logo Xemela e as magas também foram a socorro do bárbaro.

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Crônicas de Morgdan – Capítulo 28 – O Último Mago da Grande Confraria

Hoje publicamos mais um capítulo das Crônicas de Morgdan, o antepenúltimo da saga. Se ainda não leu os capítulos anteriores, clique aqui e passe a acompanhar. Não se esqueça que, se quiser conhecer melhor o mundo de Morgdan, onde as crônicas se passam, basta clicar nos links no texto, ou aqui.

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Crônicas de Morgdan

Capítulo 28 - O Último Mago da Grande Confraria

Eles entraram devagar, mãos firmes segurando as armas. O primeiro foi Nanoc, cujos olhos de lince logo conseguiram ter uma visão do interior da caverna. Ali reinava uma claridade sobrenatural. Incrustado nas paredes, um sem número de cristais que brilhavam, deixando o ambiente com uma luminosidade agradável. Logo a seguir, as três magas entraram, preparadas para o pior, e logo o restante do grupo.

— Por Mog, isso é enorme.— O bárbaro foi o primeiro a falar alguma coisa. As magas seguiram entrando mais profundamente no local, o sábio Yshokan se interessou pelos cristais.

— Eu já li algo sobre isso, mas pensei serem lendas. Esses cristais emitem uma luz própria, mas não se sabe se é algo natural ou magia antiga.

— Em Morgdan, tudo está de alguma forma associado à magia, caro sábio. Pensei que já soubesse disso. — Circe refutou as palavras do sábio.

— Aí que se engana, formosa Circe. Posso garantir que muito do que se diz ser fruto de magia nada mais é do que algum tipo de fenômeno natural ainda não bem estudado.

— Silêncio, por favor. – Milena se enervou com a conversa entre Circe e Yshokan.

O grupo seguiu, a caverna avançou muito para dentro do vulcão, e ao contrário do que poderia ser previsto a temperatura era agradável, não havia cheiro de enxofre ou fumaça. E os cristais iluminavam todo o caminho de maneira uniforme.

O caminho parecia ser longo, a toda hora paravam para se certificarem de que não havia zumbis, quimeras ou qualquer outra ameaça por perto. Logo perceberam algo que poderia ser inconcebível. Eles perceberam que a terra cedia lugar a uma bem cuidada estrada totalmente pavimentada, como só grandes metrópoles de Morgdan possuíam. O caminho seguia e logo perceberam que estavam em um declive suave. A estrada os levava para as entranhas da terra. Cuidadosos, seguiam para o desconhecido, cada qual orando para o deus de sua preferência e pedindo que ali fosse possível encontrar aquilo que vieram buscar.

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Crônicas de Morgdan – Capítulo 27 – O Ralo Flamejante

Depois do longo interlúdio do fim do ano, segue mais um capítulo das Crônicas de Morgdan. Se ainda não leu os capítulos anteriores, clique aqui e passe a acompanhar. Se quiser conhecer melhor o mundo de Morgdan, onde as crônicas se passam, clique nos links no texto, ou aqui.

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Crônicas de Morgdan

Capítulo 27 - O Ralo Flamejante

O grupo parou o avanço, todos os olhos voltados para um espetáculo da natureza. O cheiro de enxofre era forte e o céu estava nublado, mesmo àquela hora do dia. Ao longe se distinguia três vulcões, todos ativos, expelindo lava e magma de suas crateras colossais.

— Por Mog! Em toda minha vida jamais vi algo assim. — Nanoc se surpreendeu com a visão aterradora dos rios de lava que escorriam daquelas crateras. O mais fantástico de toda aquela visão, no entanto, era uma trilha que se sobressaía avançando no meio de toda a lava

— O ralo flamejante. Sim, a trilha segue até o vulcão mais alto. E como se sobrepõe a todo o rio de lava, deve ser o caminho a ser seguido. – Yshokan, recordou-se das palavras do oráculo.

— Vamos, nossa magia há de garantir que tenhamos ar para respirar. – Disse Milena, a mais ativa das magas.

O grupo se preparou para percorrer a trilha, mas antes disso teriam uma desagradável surpresa. Incitado por Kavashi Thar, o dragão de pedra e um imenso número de zumbis  e quimeras surgiram inesperadamente do meio da mata e se interpuseram entre o grupo e a trilha.

— Maldição! Mais zumbis, e o que é aquela coisa no meio deles? – Xemela gritou com raiva.

— Sou um dos acólitos do Dragão de Diamante, podem me chamar de Dragão de Pedra.

— Essa… essa coisa fala…. – Lelise demonstrou toda sua surpresa com o inesperado diálogo entabulado pelo estranho ser.

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O Rei Caído – Capítulo IX – Queda

O autor do conto O Rei Caído pede desculpas pela demora na publicação de mais um capítulo. Já estava quase finalizado, mas o período de final de ano e outros motivos particulares o impediram de publicar logo. Enfim, chega de blá-blá-blá e vamos ao nono capítulo, o penúltimo da saga. Se você não leu os capítulos anteriores, ou não lembra deles, clique aqui e leia antes. Os links do texto apontam para o wiki de Morgdan, mundo onde as tramas se desenvolvem. Na dúvida, clique!

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O Rei Caído

Capítulo IX - Queda

Hangsdon, Longness, 19º dia de Queromedy do ano de 648.

— A cidade irá cair, cedo ou tarde! — um conselheiro gritou e chamou a atenção de todos os demais que gritavam e discutiam sem chegar a lugar nenhum. O Rei Éden estava sentado em seu trono na sala real. Usava sua bela coroa de ouro e brilhantes, com uma camisa de seda branca e calças de veludo azul marinho, uma capa de lã vermelha escorria de suas costas pelo trono. Apoiava sua cabeça com a mão direita e demonstrava o cansaço de treze anos de guerra e seis de sítio a Hangsdon. Grandes olheiras negras marcavam seu rosto e seus cabelos secos e embaraçados já estavam ficando grisalhos. Ao seu lado, observou sua ainda bela esposa, a Rainha Keith. Linda com seus cabelos castanhos claros, que desciam em ondas de sua coroa até ombros. Os seus olhos verdes, cansados, mas confiantes, olhavam para ele como se dissessem “diga para eles que não é verdade”.

— Por quê diz isso, Lorde Marvin? — perguntou o rei. Todos na sala, cerca de quinze pessoas, entre conselheiros e oficiais do exército, sentados em volta de uma grande mesa de carvalho escuro, além de Sir Lean Gorthnow, o guarda-costas real, o rei e a rainha, olharam para o homem de camisa de seda castanha e uma reluzente cabeça calva.

— P-perdoe-me, ma-majestade. — gaguejou o conselheiro. Respirou fundo e continuou: — Os anões tomaram Coruscant e Greenreef, cidades mais fortes que a nossa. Achávamos que não viriam até aqui e tiveram muitos problemas para cruzar o Mar de Donnwulf, mas as notícias que recebemos é que aportaram com os navios de Stormgard em Trenet há alguns dias. Neste momento, estão marchando para cá. — olhou para o rei e levantou-se — Quando chegarem, se unirão aos exércitos de Avalon, Trenet e Griffion e atacarão a cidade com suas fantásticas máquinas de cerco. Já estamos há seis anos resistindo, ainda temos suprimentos, mas nosso exército está fraco e estamos sem armas e armaduras. Não iremos suportar! — ele demonstrou seu desespero na última frase.

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